Prevalência do transtorno da compulsão alimentar periódica em universitários da área da saúde

  • Bruna Alves Gabriel Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Schérolin de Oliveira Marques Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Victor Marcelo Viana Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Emily Schulz Carboni Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Heitor Oliveira Santos Universidade Federal de Uberlândia-UFU, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Faculdade de Medicina, Uberlândia-MG, Brasil.
  • Kristian Madeira Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Carolina Michels Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
  • Thais Fernandes Luciano Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC, Criciúma-SC, Brasil.
Palavras-chave: Transtorno da Compulsão Alimentar, Hábitos Alimentares, Alimentação, Comportamento alimentar, Estudantes

Resumo

Introdução: Algumas pesquisas apontam para uma maior prevalência de Compulsão Alimentar Periódica (CAP) e Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) em jovens universitários devido a mudanças no estilo de vida, pressão psicológica e diminuição no tempo disponível para a alimentação. Objetivo: Investigar a presença de compulsão alimentar periódica em universitários dos cursos de Nutrição e Fisioterapia. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e transversal. A população foi composta por 252 acadêmicos dos cursos de Nutrição e Fisioterapia. Foi utilizado a escala de compulsão alimentar periódica (ECAP) um questionário autoaplicável para avaliar a presença ou não de TCAP. Resultados: A maior parte dos acadêmicos não apresentou compulsão tendo uma porcentagem de 73,4%, em vista que 20,6% apresentaram uma certa variação ao ato de comer e 6% apresentaram a compulsão alimentar periódica. Os valores que contribuíram para a diferença significativa foram 82,5% acadêmicos do curso de Nutrição, que se apresentaram normais sem obter a compulsão, para 26,1% do curso de Fisioterapia que tem uma variação de inclinação ao comer muito. Conclusão: Houve diferenças significativas relacionadas ao hábito de comer quando se encontra chateado, como também em saber as calorias ideais a serem ingeridas por dia, além de uma diferença na prática de atividade física e na escala da compulsão alimentar.

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Publicado
2022-02-10
Como Citar
Gabriel, B. A., Marques, S. de O., Viana, V. M., Carboni, E. S., Santos, H. O., Madeira, K., Michels, C., & Luciano, T. F. (2022). Prevalência do transtorno da compulsão alimentar periódica em universitários da área da saúde. RBNE - Revista Brasileira De Nutrição Esportiva, 16(96), 12-26. Recuperado de http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/1945
Seção
Artigos Científicos - Original